manejo de pastagens em época de chuva e seca

Melhores Páticas em Manejo de Pastagens em Época de Chuva e seca

O pasto verde e farto é um colírio para os pecuaristas. E com razão, visto que a nutrição é o fator determinante para maximizar o potencial genético do rebanho. Contudo, é comum encontrarmos fazendas com índices de produtividade aquém do esperado — inclusive na época das chuvas — devido à falta do manejo de pastagem.

O manejo do pasto consiste na adoção de práticas muito simples que auxiliam o produtor a aumentar a eficiência da sua produção, sem custos adicionais. Para tanto, é essencial ter conhecimento sobre as condições ambientais da região, bem como sobre a biologia da forrageira e o comportamento dos animais.

Assim, o gestor escolhe o sistema de manejo e elabora um planejamento que garanta uma dieta rica para o gado sem o comprometimento do pasto, ao longo do ano todo. Mas como contornar a sazonalidade e aproveitar o máximo das forrageiras? Continue conosco, pois é sobre isso que falaremos a seguir.

O que é o manejo de pastagens?

Em resumo, o manejo de pastagens é o conjunto de intervenções que tem como objetivo atingir a maior quantidade de carne e leite por área, sem prejudicar o desenvolvimento do pasto nem a qualidade do solo.

Dessa forma, promove-se uma alimentação em abundância para os animais, com uma produção constante de forrageira por unidade de área, conservando a qualidade do solo e, consequentemente, evitando a degradação do pasto.

Basicamente, existem dois sistemas de manejo de pastagens. Veja a seguir.

Sistema de pastejo contínuo ou lotação contínua

Nesse sistema, o rebanho permanece na mesma área de pasto durante o ano todo. É utilizado quando as forrageiras são nativas ou naturais, e sua taxa de produtividade é baixa.

Sistema de pastejo rotacionado ou lotação rotacionada

Nesse caso, o pasto é dividido em piquetes, que são utilizados de forma alternada, sendo definidos os períodos de ocupação (quando o gado está consumindo determinado piquete) e o período de descanso (quando o rebanho não está em determinado piquete).

Essa prática permite que a forrageira se recupere do pastejo e do pisoteio e seja consumida novamente no futuro. O sistema tem alto índice de produtividade, principalmente quando são utilizadas pastagens de alta produção, como as do gênero CynodonPanicum e Brachiaria.

O produtor precisa ter em mente que o manejo de pastagem é, essencialmente, a administração de duas necessidades conflitantes: a da planta, que precisa das suas folhas para se desenvolver, e a dos animais, que precisam dessas mesmas folhas para a sua dieta.

Como resolver esse embate? A resposta é simples: aliando o comportamento dos bovinos ao período de maior produtividade da forrageira. Falaremos sobre isso a seguir.

Como fazer o manejo das pastagens na época de chuva?

No Brasil, a época das chuvas ocorre entre outubro/novembro a março/abril. Esses meses são marcados pela estabilização do regime pluviométrico, pelas temperaturas elevadas e pelo fotoperíodo longo. É o momento em que as condições ambientais estão extremamente favoráveis para o desenvolvimento e o crescimento rápido das plantas e, portanto, o produtor deve aproveitá-lo.

Como mencionamos, o sucesso da produção está na entrega de um pasto com alto valor nutritivo ao mesmo tempo em que se mantém a produtividade da vegetação. É sabido que os bovinos preferem plantas com folhas verdes e jovens e que evitam as mais estruturadas, com colmos fibrosos. Eles buscam, simplesmente, por alimentos que facilitem a sua bocada.

Além disso, o amadurecimento das plantas resulta na diminuição do seu valor nutricional e no tombamento da vegetação, que também não é consumida pelos animais nesse estado.

Ora, com essas informações, fica evidente que o melhor período para o gado entrar no pasto é quando há o máximo de acúmulo de folhas verdes, e não quando há muita produção de massa de forragem. O pastejo rotacionado permite que os animais tenham acesso às plantas em seu momento mais nutritivo, durante toda a estação.

A época das águas propicia o surgimento de outras plantas no campo e, consequentemente, a ocorrência de pragas. Por isso, além de fazer o controle da performance dos animais e da altura da forrageira, o produtor deve adotar as seguintes práticas:

  • monitorar o crescimento de plantas invasoras e daninhas;
  • monitorar a ocorrência de pragas na vegetação (como cigarrinha-das-pastagens, percevejos e lagartas);
  • realizar a adubação para manter o solo fértil e, consequentemente, a máxima produtividade do pasto.

Como fazer o manejo das pastagens na época de seca?

A época da seca (inverno) é marcada pela menor disponibilidade de água no solo e pela redução do fotoperíodo. Esses fatores dificultam a recuperação do pasto e afetam a produtividade dos animais. É preciso evitar que eles percam peso, pois na estação chuvosa qualquer ganho indicaria apenas a recuperação do que foi perdido.

Entretanto, cabe ressaltar que se o gado mantém ou ganha peso (ainda que pouco) no período da seca, já é uma grande vantagem, visto que seus índices de desempenho serão maiores na volta das águas.

Dessa forma, quando o pasto não recebe o manejo correto para suportar o período da seca, o pecuarista corre o risco de não ter forrageira suficiente para fornecer ao rebanho tanto na seca, quanto no retorno das águas. Isso porque a vegetação pode não ter reservas suficientes para rebrotar e, nessas condições, inicia-se o processo de degradação.

A prática da rotação do pastejo baseada em dias fixos tem se mostrado ineficiente, pois depende da época do ano e das condições de crescimento das plantas, o que leva a perdas na qualidade e na quantidade de produção de forrageira.

Para contornar esse cenário, a estratégia que tem apresentado melhores resultados é a rotação de pastejo baseada na altura do pasto. Nesse caso, semanalmente o produtor utiliza a régua para medir a altura das plantas que estão no período de descanso para calcular o número de dias necessários até que o próximo piquete esteja nas condições ideais para receber o rebanho.

Como cada forrageira tem seu tempo de desenvolvimento e sua altura específica, é difícil determinar os parâmetros para o pastejo. Porém, o produtor pode avaliar a arquitetura da vegetação: no momento em que as primeiras folhas começarem a se dobrar e a pastagem perder o aspecto de folhas espetadas, deve-se entrar com os animais na área.

Veja a seguir as alturas recomendadas para cada forrageira:

CapimEntradaSaída (maior fertilidade)Saída (menor fertilidade)
Marandu25 cm15 cm20 cm
Xaraés30 cm15 cm20 cm
Piatã35 cm15 cm20 cm
Decubens20 cm5 cm10 cm
Humidícula20 cm5 cm10 cm
Massai45 cm20 cm30 cm
Mombaça90 cm30 cm50 cm
Tanzânia70 cm30 cm50 cm
Zuri75 cm30 cm40 cm
Aruana30 cm10 cm15 cm
Estrela35 cm15 cm25 cm
Tifton-8525 cm10 cm15 cm
Andropogon50 cm25 cm35 cm

Além dessa prática, é indispensável que o produtor faça um planejamento das estratégias nutricionais para evitar a perda de peso dos animais, complementar a sua dieta e amenizar os danos ao pasto, se for necessário. Dessa forma, deve-se fornecer:

  • ração formulada;
  • probióticos e prebióticos;
  • sal mineral;
  • silagem;
  • feno.

Qual a importância do manejo de pastagem?

O adequado manejo do pasto é extremamente importante e essencial para assegurar a eficiência e a sustentabilidade do sistema de produção. Quando realizadas da maneira correta, as intervenções proporcionam o aumento da produtividade de leite e de carne, e tem-se o aproveitamento máximo dos recursos, juntamente à prevenção de erosões e da compactação do solo.

Por fim, é sempre bom lembrar que as tecnologias e as boas práticas de manejo de pastagens estão disponíveis para intensificar a produção e promover a prosperidade da fazenda. O produtor que não souber aproveitá-las corre o risco de ficar para trás na constante busca pelo aumento da produtividade e perder seu lugar no mercado.

Como eliminar lesma e caramujos africanos

Como eliminar infestação de lesmas e caramujos africanos

esmas e caramujos africanos têm sido um problema para agricultores de soja, feijão, amendoim,  café e também para quem tem um pequeno jardim ou horta em casa. Ao longo do tempo, alguns métodos foram desenvolvidos para controlar estas pragas viscosas, alguns funcionam melhor que outros.

A principal diferença entre a lesma e o caramujo é que ela não tem uma concha externa – ou tem uma concha muito pequena –  e o caramujo africano tem uma concha cônica marrom ou mosqueada de tons claros.

O caramujo africano chegou ao Brasil para ser uma opção mais barata ao escargot. Logo descobriu-se que a espécie não era comestível e seus criadores a descartou de forma errada. Como não há muitos predadores naturais, se alastrou. Além disso, o caramujo africano é vetor de doenças como a meningite e a angiostrongilíase abdominal.

As lesmas e os caramujos gostam de locais úmidos e sombreados principalmente à noite. Quando há alta umidade e chuvas podem ser vistos durante o dia.  Ele se alimentam principalmente de material vegetal.  Eles raspam as folhas, caules e brotos podendo danificar completamente mudas e plantas jovens.

O caramujo-africano é um molusco grande e escuro, com até 15 cm de comprimento e 200 gramas de peso. Sua concha é alongada e cônica, com manchas claras.  Caramujos adultos colocam cerca de 400 ovos a cada 2 meses em solo úmido ou sob rochas, recipientes ou detritos do jardim. Os ovos eclodem de 2 a 4 semanas.

Os caramujos africanos ficam adultos em cinco meses e já começam a se reproduzir. As lesmas demoram 2 anos para ficarem adultas.

Como acabar com a infestação de lesmas e caramujos africanos

Uma forma de acabar com a infestação de lesmas e caramujos africanos é utilzar Isca Moluscicida como a Suprema-da Biocarb.  Deve ser aplicado de 10 a 15g por m², fazendo montículos distanciados de 0,8 a 1 metro de todos os sentidos ou espalhados a lance com aplicador de iscas, sempre próximo aos locais infectados.

O metaldeído age através de contato e ingestão, promovendo entorpecimento do molusco, desta forma ocorre um aumento na secreção de muco, levando a desidratação do mesmo.

Moluscicida  Suprema  Biocarb

Outras formas orientadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) são armadilhas feitas com sacos de estopa ou panos embebidos de cerveja ou leite distribuídos ao redor das plantas.

Ao amanhecer, vire a estopa ou pano e enterre em valas longe de poços e cisternas e cubra com uma camada de cal virgem. A coleta deve ser repetida diariamente. Restos de hortaliças como talos e folhas também funcionam como atrativos.

É importante lembrar de não ter contato direto com o molusco. Use luvas ao coletá-los de seu jardim, horta ou plantação.


Substratos orgânicos e os benefícios para as plantas

Substratos Orgânicos e Os Benefícios Para as Plantas

Para os amantes da jardinagem em geral, ver as plantas se desenvolverem, viçosas e cheias de vida é o objetivo principal. O Substrato é indispensável para isso, pois as plantas necessitam de todo material utilizado como meio de germinação e cultivo de plantas.

É a combinação de dois ou mais componentes orgânicos, minerais e sintéticos, que reunidos fornecem as propriedades químicas e físicas adequadas para o cultivo das plantas.

A composição do substrato pode reunir húmus, areia, casca de pinus, vermiculita, calcários e outros materiais que possuem boa absorção e facilidade de drenagem da água.

Mas afinal o que é Substrato de Plantas?

Substrato é a mistura de terra comum com terra vegetal, acrescida ou não de elementos necessários para a composição ideal para cada planta.

A sua função essencial é todo o suporte rizomatoso do vegetal, também chamado de ancoragem, dada a semelhança entre a incumbência da âncora para o navio e a raiz para a planta.

A partir daí, outras funções físico-químicas são agregadas ao substrato, como o Fornecimento de nutrientes; Manutenção da permeabilidade para troca de oxigênio e demais gases com o gás carbono.

Substratos para plantas e características dos solos

A qualidade do substrato é decisiva para a vitalidade e a perenidade das plantas. Embora possa se dizer que os substratos são específicos para cada tipo de planta, muitos deles já possuem em sua composição, elementos que os tornam próprios para várias culturas.

Os melhores substratos que tiveram uma melhor resposta das plantas foram preparados com pó de coco, casca de pinus, vermiculita e alguns outros materiais.

Essa mistura, devido a boa granulometria e a capacidade de retenção de água, incentiva o crescimento de raízes, aumentando a absorção de água e nutrientes. No entanto essa formulação é pobre em nutrientes e deve ser enriquecida com fertilizantes.

Pensando nessa lacuna onde é necessário usar vários tipos de substratos para cada tipo de planta, a BomCultivo.com foi buscar um substrato com maior número de nutrientes, justamente para suprir a ausência de alguns elementos nos substratos de plantas tradicionais.

Composição do Substrato

Comercializados em sacos com 25 Kg e contendo Volume de 50 litros, o substrato de casca de pinus pode ser utilizado para o cultivo de várias culturas de plantas: Eucalipto, Pinus, Fumo, Hortaliças, Gramas, Flores, Plantas Nativas e muito mais.

Devido ao seu preparo, o Substrato de Casca de Pinus na BomCultivo.com pode ser adquirido para uso em tubetes, bandejas, vasos e embalagens, ampliando em muito a variedade de culturas, graças a sua composição.

Entre suas características, o substrato proporciona uma boa drenagem, uma porosidade adequada, não lixívia, ou seja, mantém os nutrientes na mistura, sem sair com a água, o CRA (Capacidade de Retenção de Água superior ao solo, EC e PH adequado a cada cultura.

O substrato para planta na BomCultivo.com é um produto que passou por análises Físico-químicas para atingir o equilíbrio desejado a maioria das plantas.

Em sua composição os substratos são elaborados com casca de pinus compostadas (um ano), cascas de pinus carbonizadas, vermiculita, calcário e NPK.

Composição

85% Casca e Pinus compostada

10% Vermiculita

5% Cascas carbonizadas (Arroz e Pinus) aditivado com NPK

Garantias

Cond. Elétrica: 0,50 +/- 0,30 mS/Cm

PH: 6,00 +/- 0,5

Umidade máx. 58,00%

Cap. Retenção de água: 90,00%

Densidade Kg/m³: 310

Enche aproximadamente 940 tubetes de 50cm³.

Recomendação para uso

O substrato para plantas pode ser utilizado para substituição do solo na produção de mudas ou para cultivo de plantas em recipientes, com as seguintes recomendações:

-> Mantenha o produto úmido, evitando que ocorra secagem , pois haverá dificuldade para o seu reumedecimento, podendo ocorrer problemas de germinação e crescimento das mudas;

-> No enchimento de recipientes umedecer o produto sem encharcamento;

-> Não é necessária compactação no enchimento das bandejas ou outros recipientes;

-> Na semeadura utilizar o marcador de coveamento para padronizar a profundidade;

-> Após o período inicial de germinação, complementar a nutrição das mudas com fertilizantes hidrossolúveis ou incorporação prévia de fertilizantes de liberação controlada;

-> Utilize irrigação de baixo volume, pois com fertirrigação pode haver elevação da salinidade, sendo necessário periodicamente irrigar em excesso para evitar o acúmulo de sais;

-> Observe atentamente o desenvolvimento das mudas para o ajuste da irrigação, fertilização e controle fitossanitário.